Cidade Artes do Mundo
 2008 - Ano do Planeta Terra
 

Conceitos sócio-culturais e filosóficos
Tributo ao Planeta Terra em 2008 – XXI.

Desejamos construir história, pois a história é a mãe de todas as artes e de todas as culturas.

Uma cidade não se lê somente com os olhos. Uma cidade, um país e o mundo são lidos com  os  sentimentos, a emoção, as paixões, os sonhos, a razão dialética e as práticas de  cidadania em defesa dos seres humanos e da natureza.

As artes e a arquitetura expressam espaços, cenários, ruas, avenidas, cidades, metrópoles, palcos da vida. Será necessário compreender as lições da vida, mediante o exercício diário da luta pela justiça, paz e qualidade de vida para todos. Para isto, a arte é fundamental, pois abre novos horizontes para o desenvolvimento humano, produzindo conseqüências éticas e estéticas.

Arte é vida. Vida é filosofia. Construamos novas filosofias de vida, através da arte que renova nosso olhar estético e ético.

Filósofos nos ajudam a pensar a arte e a vida:

"Alguns trechos do texto de Kierkegaard – Temor e Tremor, IN: VALCÁRCEL, Amélia. Ética contra estética, São Paulo: Perspectiva: SESC, 2005, p.37-38:

“ Se não existisse uma consciência eterna ao homem, se, como fundamento de todas as coisas, se encontrasse apenas uma força selvagem e desenfreada, a qual, retorcendo-se em paixões obscuras, a tudo gerasse tanto o grandioso quanto o insignificante, se um abismo sem fundo, impossível de ser preenchido, se ocultasse por trás de tudo, que outra coisa seria a existência senão desespero? E se assim fosse, se não existisse um vínculo sagrado que mantivesse a união da humanidade, se as gerações se sucedessem umas após outras do mesmo modo que um bosque renova suas folhagens, se uma geração continuasse outra da mesma maneira que de árvore em árvore um pássaro dá seqüência ao canto de outro, se as gerações passassem por este mundo como os navios no mar, como o furacão atravessa o deserto – atos inconscientes e estéreis -, se um eterno esquecimento sempre voraz se apoderasse de tudo e não existisse um poder capaz de arrancar-lhe este butim, quão vazia e desolada não seria a existência!"

Entre idealistas e materialistas dialéticos, muitas aproximações e muitos distanciamentos ao longo da escrita da história da humanidade e da sua arte. Mas, cada um, em seu tempo e seu espaço real e imaginário, apontou-nos parte de uma perspectiva que compõe o presente e pode se redefinir na construção do futuro.

Maria Inês Hamann Peixoto, por exemplo, numa abordagem sob a ótica filosófica afirma:

 "A arte como trabalho criativo, unifica dialeticamente sentimento, imaginação, razão, mãos. A obra de arte seja popular ou não, erudita ou inédita, então, concretiza-se, ganha existência, simultaneamente fertilizando e criando a riqueza da sensibilidade e da subjetividade humanas. A Arte, então abrange logicamente expressa, a dialética da práxis humana em toda a sua complexidade e plenitude, da qual emerge um novo produto ou uma nova realidade de ordem material ou espiritual, e um novo artista". (Trecho extraído do livro Arte e Grande Público - a distância a ser extinta - Maria Inês Hamann Peixoto. - Campinas. SP: Autores Associados, 2003.

Em nossa opinião os museus e memoriais do futuro podem ser organizados como  museus em movimento de escolas de arte e expressões estéticas, bem como a exemplo dos grandes museus do mundo, guardiões da história do passado, do presente e do futuro de um povo, uma sociedade e seus talentos poderão vir a ser Universidades Culturais, como espaços vivos para as trocas entre o singular e o plural, entre o local e o universal, entre o simples e o complexo.

Uma cidade não se lê somente com os olhos.
 
Uma cidade, um país e o planeta lêem-se com os novos olhares sobre a realidade concreta do mundo globalizado, em que se pode perder a vida numa aventura vertiginosa, sem limites éticos e sem uma estilística de vida em que se equilibre a razão e a emoção, como uma boa mistura de "água e mel". (PESSANHA, José Américo Mota, A água e o mel. In: O Desejo, São Paulo, Companhia das Letras, 1996)

Na Cidade Artes do Mundo uma das características de seus moradores será sempre a preocupação com a sua arquitetura, como síntese de uma nova cultura de justiça social, paz, preservação da natureza e de suas espécies: humanos, fauna e flora. Nessa cidade, o  humano será sempre considerado a obra prima de Deus, por isso se destacarão os mestres e também os novos aprendizes, com seus talentos em desenvolvimento, para que sejam os mestres do futuro, construindo e preservando a memória do passado e do presente para o futuro - entre o ontem e o amanhã.

A Cidade Artes do Mundo representa, portanto, antes de seu planejamento arquitetônico-estético, a filosofia e a arte da vida de pessoas - cidadãos planetários- que vivem no mundo em movimento constante, na velocidade de tempo real, através das revolucionárias tecnologias que aproximam pessoas, grupos, comunidades, redes sociais, organizações que representam planos, programas e projetos que estão comprometidos com a construção do Novo Mundo Melhor.
Todas essas iniciativas terão sempre um caráter pedagógico, de modo que se possa aprender a construir o hoje e o amanhã, “sem perder a ternura jamais”!
 
 
Bem - vindos à Cidade Artes do Mundo
Cidade Cultural do Futuro!
 
Ana Felix Garjan
Artforum Renaissance
Grupos Artforum Mundi Planet & Artforum Brasil XXI
Programa Universidade Aberta do Futuro "Telhados do Mundo"
 www.artforumunifuturobrasil.org